Welcome to my world!

Ela chegou, jogou as coisas na cama, se despiu sem classe, meteu-se num banho frio, ainda molhada disca no celular o numero novo dele... ansiosamente se seca, passa o creme hidratante com atenção especial nas pernas recém depiladas, na mente perdida uma dúvida: Será que vale a pena? O que será que ele iria pensar? Se veste, uma saia de veludo negro de abas largas e uma camisa de tecido leve, alguma imitação de seda qualquer, fresca, de alças e bem colada as suas formas voluptuosas, nos pés uma sandália de salto fino, preta, de tiras grossas e sem nenhum adorno, presa ao tornozelo com um laço simples, duas gotas de seu perfume preferido, um toque de brilho labial e uma pincelada de blush e sim, agora aparenta uma mulher descansada e elétrica, só aparenta também pois no fundo o que mais deseja é dormir, apagar sem mesmo sonhar...
Poucos minutos depois aquele ruido de passos descansados, aquele leve arrastar do pé esquerdo, e antes mesmo do toque da campainha ela já abriu a porta com seu usual sorriso mascarado e um beijo falso e automático, tudo parece ser sempre igual, parece estar presa num eterno de javu...
Se encaminham para a Boate de sempre, as mesmas músicas, as mesmas pessoas The Litle Things tocando ao fundo, me recordo logo do filme Wanted e isso me deixa distrida, me pego pensando que seria demais ser daquela organização, ter o dom de matar pessoas, enquanto eu sonho acordada ele me traz um Bloody Mary, puta bebida escrota da porra, quem rais gosta de vodca com tomate? Tomate? Vai se fuder! Só ele mesmo, odeio esse cara, odeio essa vida, odeio essa música, esse filme, essas pessoas... Putz1 por uma fração de segundo eu quase me descontrolo, vai mulher respira fundo, relaxa, só mais uma noite e pronto, sorria, você consegue, lá vem os amigos dele, merda, merda.
Digo que preciso retocar a maquiagem, ele consente. Só um idiota como ele não percebe que não uso maquiagem, sigo para o banheiro, muitas mulheres se acotovelam na frente de uma espelho sujo e embaçado, tentando aparecer uma para as outras, patético.
Vontade simples de atear fogo a maiorias das pessoas que se deslocam por aqui. Sorrio, cumprimento com a cabeça as moças, entro na cabine e me acomodo no vaso, de dentro da minha bolsa começo a analisar os componentes de um veneno artesanal que comprei de uma bruxa haha, uma bruxa velha que encontrei numa encrusilhada, poxa ando assistindo muito Supernatural, bem junta as ervas, amassa, e o extrato coloca dentro da bebida dele, pronto, menos um.

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