Cale-se!
Cale-se!
Você sempre foi tão dono da verdade,
Tão Senhor do meu destino,
Ora ora... Cale-se!
Hoje a única voz que ecoa é a minha,
Não quero cegos me mostrando caminhos
É deveras fácil apontar o dedo e criticar, o famoso cuspir para cima
Pois quando é com o vizinho, o jardim sempre é mais verde
Pois afirmo que tens razão, do MEU quintal as estrelas que vejo são mais brilhantes
E é só aí que concordo contigo, amigo
Afinal a experiencia te traz a verdade, senão um meio melhor de difundir a mentira
Perdoe essa flor, ela está soltando os espinhos
Cale-se para evitar eminente dor
Ela não sabe para onde atirar
Avante, levante-se
Ela não está muito disponível para pessoas
Não neste momento, esta havendo uma reforma no jardim
Veja os corpos das outras rosas, animando o fogo da lareira
De agora em diante só será companheira de cravos
Reconhece que as rosas são muito encrenqueiras
Afasta-te e cala-te, ela está com a tesoura de podar
Abusa da paciência de tão delicada rosa
Fere-lhe o orgulho e a sorri
Percebo que és corajoso
ou burro mesmo
Discordar com efeito de uma louca, uma louca armada
ou ardilosa, manipuladora e mesquinha
Anseia em acariciar suas pétalas e se afoba por conta dos espinhos
Cala-te!
Cala-te!
Tua boca só serve para irritar, tua voz é uma música ruim e distorcida
Cala-te!
Cala-te!
Afasta-se!
Sobra para o jardim o silêncio absoluto e a luz das estrelas
Já não é requisitado seus conselhos, já não és útil
Pessoa miserável que critica e repete os erros e acertos dos outrem
Dê meia volta e anda
Sua sombra impede crescimento de varias criaturas e em variadas maneiras
Abre-te os olhos e fecha-te a boca, talvez consiga encontra adubo melhor
Vai embora, sem olhar para trás, não se preocupe não deixa saudades muito menos amores

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