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Súplica a loucura !!!


Guarde rainha, guarde todas as suas vontades e desejos...Sobreponha a razão a esse sentimento infame que aflora neste corpo profano e cruel... Junte os cacos e recicle tudo que ainda está entranhado dentro de tua alma...
Alguns simplesmente não cabem dentro de teu sublime castelo de vidro, não cabem e nem combinam nos teus cômodos reflexivos, alguns enfeiam as paredes de teu leito com sua medonha face monstruosa.
Guarde! Pois seu puro e nobre coração e sua navalha afiada e envenenada não devem ser macúlados com o pútrido sangue vilão.
Eis-me aqui senhora. Prostrado aos teus pés, adorando-te como a uma deusa ou um anjo. Atordoado com brilho de tua alma, enfeitiçado pelo ardor de teus pensamentos.
Ajoelho-me aos teus pés, na esperança de que a senhora, dama da vida, me aceite para afagar as ondas negras que brotam do topo de sua cabeça, ondas vivas que se movem e se enformam com o carinho do vento.
Peço-te que guarde, que fique, que aceite. Peço-te, pois não me encontro em situação de exigir, pois não disponho de força de vontade nem mesmo para erguer meus olhos diante de ti, dirá de erguer a voz e ter a audácia de mandar-te.
Suplico nitidamente, para que em algum momento dedique a mim, um reles servo, o mínimo de atenção. Pois só por isso meus pulmões fazem a força necessária para respirar, minha senhora e dona de mim.

Mentiras Insignificantes


Suave e serena como nevoa
sua presença veio e rodeou
todo meu corpo,
Tentáculos de sombra
desenham cicatrizes
estimulam um leve desconforto
pelo toque macio e gelado,
O hálito de fumaça e o gosto de fel
invadiram através de meus lábios
E confesso
o gosto da loucura só amarga
no inicio.
Viciante é o balançar de teus quadris
ao alcance do toque, lançando perfumes
E quando me preparo para agarrar
De novo tudo virá nevoa e se vai
sorrateiramente como chegou.

Entre um balanço e um rodopio.


Doce e bela menininha, sentada na beira do balanço, com as mãos presas em laços, o olhar perdido no horizonte.
Doce e bela garotinha, pega no rodopio do tempo, lançada no turbilhão da metamorfose, que ao se olhar no espelho estranha a máscara cansada que a observa.
Doce e bela garotinha, que nos lábios carregava um sorriso, agora no peito carrega cansaço e nos olhos sempre marejados, carrega um tico de amor.
Amarga e feia velha, que nos braços carrega um corpo que outrora já foi seu, agora não passa de versos, contos e fábulas. Coisas que não alimentam ninguém.

Fina teia costurada pelos longos fios rubros de seu cabelos, molhada com as gotas serenas de teu incalculado pranto.
Fina teia costurada pelas inverdades proferidas na tua grave voz.
Gigantesca e frágil construção que rodeia esse músculo rígido que não pulsa em teu seio.
Magnífica obra de arte, talhada nas memórias inaceitáveis de tua mente torpe.
Louco abismo de dor e calúnia, que o tempo, senhor de tudo, tornou intransponível.
Anjo de perdição, de todos os males, o menor é a tua presença, mesmo que para desfruta-la me seja necessário suar sangue.
Não me abandone, não deixe os sonhos desfazerem-se.
Acuda-me e cura a chaga que aflige essa perdida e cansada alma.

Negro!

Negro!
Tudo era negro,
o fundo de sua alma era negra,
tão densa que transparecia ao olhar,
a súplica de seu sorriso era doentia e conformada,
como um louco preso dentro da jaula olha o captor.
Negro!
Tudo era escuro,
como o céu naquela noite,
e os relâmpagos eram flash de lucidez
que apareciam depois dos urros de dor.

Fome ! ! !


Alguém se alimenta de mim,
alguém me devora e desmembra com mordidas famintas.
Alguém bebi de mim,
Alguém suga as gotas de vontade à goles sedentos.
Me sinto nua e esfacelada
Me sinto perdida e faminta
Ainda me sinto,
Sinto a falta das carnes que recobriam meus ossos
sinto falta do sangue que circulava em minhas veias
Sinto faltas, mas sinto
Sinto o trilhar de suas garras em minha mente
Elas passam grosseiras e sem reservas
Elas querem muito e desejam
garras selvagens
que só se preocupam em saciar-te
A cada segundo visualizo o desfalecimento de mim
Adeus!


Não... foi sonho.
Não havia aqui tamanha presença demoníaca.
Não havia aqui ninguém mais que eu mesma.
A única carrasca de mim.

Festa!!!

Garotas suicidas dançam enlouquecidas pelo meio da avenida, despidas de temores e flertando descaradamente com o próximo.
Garotas suicidas seduzem transeuntes desavisados no meio da auto estrada, elas os convidam para ir.
Garotas suicidas são divertidas e prometem o paraíso caso você ouse seguir seus passos misteriosos
Garotas suicidas gritam espantando toda a paz da cidade, elas voam como o destino e o tempo, correndo contra o vento, regredindo a memória e deixando para trás suspiros de sanidade perdida.
Eu gosto das garotas suicidas, elas satisfazem as bestas engaioladas com risadas histéricas e caos.

Hilário!




Engraçado...
Me defines:
Como louca, perdida, sem sentido.
Me defines:
Como inofensiva, distante, ausente.
Tens a grande habilidade
Em satisfazer o próprio ego
Pré julgando-me em definitivo

Engraçado...
Mas engraçado mesmo...
É que olho para ti
E não vejo
Nada
Nem a capa fria que envolveria
Caso tivesse, uma alma
Só nesse caso,
é claro.
O mesmo que me torna forte é o que corroí tudo de bom que alcança.
Seduz como fogo a uma criança e embala a doce chama...
É um declínio da verdade, é uma falta de amor ou um excesso.
E na verdade muito terror da dor que me domina.
Suave e doce veneno, que atrai e destrói
É como voz de sereia, mais aterrador
É a velha força da mãe natureza protegendo a mais bela flor.
Não me convence a voz de anjo,
Eu vejo o reflexo da alma e a sua corrompe ao olhar...

Delírios


Engraçado é olhar para você e sempre sorrir, me diverto ao ver seu rosto se contorcer de dor. Psicótica, louca, insana? Coisas assim...
Engraçado é achar que eu sou um anjo guiando seus passos.
Supervalorizar? Talvez...
Engraçado é a forma de entrelaçar as pernas ao redor do seu dorso e você quase chorar.
Sádica? Existe contradições...
Divertido é arrancar várias gotas suas, de tonalidades e espessuras diversas.
Divertido é estar a todo momento com você.
Eu sou só a sua demência, só uma projeção. Não estou aí, são somente visões.
Difícil é você saber se é o ontem sendo relembrado,
Se é o hoje sendo vivido,
Ou o amanhã sendo previsto.
Cale-se!
Cale-se!
Você sempre foi tão dono da verdade,
Tão Senhor do meu destino,
Ora ora... Cale-se!
Hoje a única voz que ecoa é a minha,
Não quero cegos me mostrando caminhos
É deveras fácil apontar o dedo e criticar, o famoso cuspir para cima
Pois quando é com o vizinho, o jardim sempre é mais verde
Pois afirmo que tens razão, do MEU quintal as estrelas que vejo são mais brilhantes
E é só aí que concordo contigo, amigo
Afinal a experiencia te traz a verdade, senão um meio melhor de difundir a mentira
Perdoe essa flor, ela está soltando os espinhos
Cale-se para evitar eminente dor
Ela não sabe para onde atirar
Avante, levante-se
Ela não está muito disponível para pessoas
Não neste momento, esta havendo uma reforma no jardim
Veja os corpos das outras rosas, animando o fogo da lareira
De agora em diante só será companheira de cravos
Reconhece que as rosas são muito encrenqueiras
Afasta-te e cala-te, ela está com a tesoura de podar
Abusa da paciência de tão delicada rosa
Fere-lhe o orgulho e a sorri
Percebo que és corajoso
ou burro mesmo
Discordar com efeito de uma louca, uma louca armada
ou ardilosa, manipuladora e mesquinha
Anseia em acariciar suas pétalas e se afoba por conta dos espinhos
Cala-te!
Cala-te!
Tua boca só serve para irritar, tua voz é uma música ruim e distorcida
Cala-te!
Cala-te!
Afasta-se!
Sobra para o jardim o silêncio absoluto e a luz das estrelas
Já não é requisitado seus conselhos, já não és útil
Pessoa miserável que critica e repete os erros e acertos dos outrem
Dê meia volta e anda
Sua sombra impede crescimento de varias criaturas e em variadas maneiras
Abre-te os olhos e fecha-te a boca, talvez consiga encontra adubo melhor
Vai embora, sem olhar para trás, não se preocupe não deixa saudades muito menos amores

O canto da Dríade






No meio do caminho tinha uma moça, tinha uma moça no meio do caminho, os olhos dela eram de fogo, e os cabelos pareciam um redemoinho, eu tentei piscar os olhos, mas sua voz me enfeitiçou e desde então dentro da minha cabeça palavras soltas ecoou:


Seguindo a trilha de migalhas de pão eu vou... fazendo caminho por dentro da vegetação
Saltando valas, fugindo de depressões
Sem muita vontade de me destacar do José ou da Maria
Sigo caminhando pois é muito mais fácil que permanecer imóvel
Indo em frente enquanto a boa sorte me segue
Andando na beira do precipício atentando a vida e
Passando a língua nos lábios da morte
Venha para minha festa, com mulheres dançando nuas na beira da fogueira
E a bebida das fadas correndo dentro das veias
Venha para a minha festa, escute essa tal de música do coração
E faça com que ela toque alto, forte e descompassadamente
Quero que afete a mente
Faça com ele toque a alma, e acenda tudo que existe de pior em você
Venha dançar com essas ninfas, não precisa temer
Um dia você irá acordar, mais ou cedo ou mais tarde, mas terá valido a pena
Pois eu segui em frente por dentro da vegetação, bem na clareira esta o vinho, a boa música
e a confusão.

Amigos Imaginarios

Você já teve alguém na sua vida tão importante, que sua importancia te estrangulava? Não? Então você não é obcessivo como eu.
Bem então obrigada, desculpa e tenha uma boa vinda( sim é vinda mesmo, não foi erro de digitação rs)

















Foi em um sussurro que eu ouvi seu nome, e na minha mente ele ficou gravado, entalhado, rasgado e cicatrizado.Foi uma brisa que me familiarizou com seu cheiro e da-li em diante meu olfato só o queria farejar.Foi um sonho que me forneceu tua imagem e só a ti daqui em diante meus olhos buscaram.Foi uma chuva, que te levou embora, minha etérea e magnífica sorte.Um amigo imaginário, ou até mesmo uma sólida ilusão, tudo que compreendo foi que os momentos, verdadeiros ou não, foram bons.