
Sabe... eu me peguei parada ontem, observando a herança que deixarei para o mundo, torturar involuntariamente o próprio cachorro, na pracinha próximo a nossa casa correndo de um lado para o outro com o serzinho irracional em plena perseguição, meu primogênito parecia tão feliz com o simples prazer de ter aquela animalesca companhia e os dois pulavam e se jogavam no chão... por uma fração de segundo observei aquela cena e me esqueci de que quem lavaria aquela muda de roupa seria eu, esqueci que quem lavaria aquele franzino e frágil corpinho seria eu e fiquei só a observar e abastecer minha alma com a doce visão da felicidade alheia, não tão alheia pois é um pedaço de mim, mas não tão minha por que eu o tive para o mundo, mas aquela risada ficou ecoando na minha mente e me desceu uma lagrima de gozo, um orgulho irracional de ter dado vida a ser tão maravilhoso, agitado, cheio de energia e amor.
Parecia que estava ouvindo um bela sinfonia, presenciando a conclusão da capela sistina ou até mesmo o último dia de trabalho de Deus. É absurdamente difícil a maternidade, ser responsável por outro ser humano é cansativo, fadigante e estressante e eu não acreditava nas outras mães quando elas diziam que era compensador, mas só quem tem essas experiencias únicas com suas proles pode entender como é fácil ser feliz e como é deliciosa a sensação de preenchimento que aquele pedacinho de gente causa em você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário