Negro!
Tudo era negro,
o fundo de sua alma era negra,
tão densa que transparecia ao olhar,
a súplica de seu sorriso era doentia e conformada,
como um louco preso dentro da jaula olha o captor.
Negro!
Tudo era escuro,
como o céu naquela noite,
e os relâmpagos eram flash de lucidez
que apareciam depois dos urros de dor.
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