Entre um balanço e um rodopio.


Doce e bela menininha, sentada na beira do balanço, com as mãos presas em laços, o olhar perdido no horizonte.
Doce e bela garotinha, pega no rodopio do tempo, lançada no turbilhão da metamorfose, que ao se olhar no espelho estranha a máscara cansada que a observa.
Doce e bela garotinha, que nos lábios carregava um sorriso, agora no peito carrega cansaço e nos olhos sempre marejados, carrega um tico de amor.
Amarga e feia velha, que nos braços carrega um corpo que outrora já foi seu, agora não passa de versos, contos e fábulas. Coisas que não alimentam ninguém.

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