Nightmares


Três da manhã, ela acorda com o gosto do sangue na boca... os olhos não se abrem no primeiro momento, é como se a onda do sono ainda mantivesse presa na terra da escuridão. Seu olfato ainda sente a presença maligna através do odor do suor forte, seus músculos ainda tremem da tensão.
Ordena ao próprio corpo acordar, mexer-se ajuda, sempre ajuda. Na mente a lembrança forte do homem que assaltou seus pesadelos, forte, bem vestido, nos lábios um sorriso perverso e torto, a voz rouca e firme e as intenções perigosas.
Se toca, verificando os machucados do sonhar, tudo não passou de um sonho ruim... É nessas horas que o colo materno faz mais falta, não tem a cama da mamãe para se proteger, não tem os braços macios e negros dos quais nenhum perigo no mundo poderiam capta-la.
A vulnerabilidade se deixa transcorrer com lágrimas volumosas, a sensação de perigo ainda está palpável, não quer mais dormir, não quer voltar para o mundo e sentir na pele aquela violência, o mundo real é cruel, mas o subconsciente é mais aterrorizador.
Ora, porque foi assim que aprendeu: _ Meu anjo da guarda, meu bom amiguinho, leve-me sempre pelo bom caminho.
A oração inocente, infantil lhe remete a tempos puros, onde o mal não assombrava sua mente, o coração aos poucos sossega, mas o sono, companheiro fiel, lhe nega acolhida, a solução é tomar um banho de aguá fria e limpar os odores e machucados da alma.
Boa noite!

2 comentários:

Unknown disse...

O texto dá a impressão de um suor frio... tensão... o boa noite é a ironia que tranca a mensagem. hehe

Massa.

Unknown disse...

...tava com saudade de postar aqui, última vez que vim comentar o Blogger não deixou. :S