Fina teia costurada pelos longos fios rubros de seu cabelos, molhada com as gotas serenas de teu incalculado pranto.
Fina teia costurada pelas inverdades proferidas na tua grave voz.
Gigantesca e frágil construção que rodeia esse músculo rígido que não pulsa em teu seio.
Magnífica obra de arte, talhada nas memórias inaceitáveis de tua mente torpe.
Louco abismo de dor e calúnia, que o tempo, senhor de tudo, tornou intransponível.
Anjo de perdição, de todos os males, o menor é a tua presença, mesmo que para desfruta-la me seja necessário suar sangue.
Não me abandone, não deixe os sonhos desfazerem-se.
Acuda-me e cura a chaga que aflige essa perdida e cansada alma.

2 comentários:

Unknown disse...

Senti esgotamento aí. :(

Força para o Anjo de perdição e calúnia!

Arauto Digital disse...

Parece que alguém precisa mudar de emprego. :p